Você se recorda como era a sua vida sem aplicativos de corrida como a UBER, 99 e V1? E a quão burocrática era a vida sem os entregadores de fast food como o Ifood e UberEats? Apesar dessas tecnologias estarem inseridas no Brasil há apenas alguns anos, revolucionaram a vida do consumidor e o mercado de trabalho.
Devido à facilidade de prestação de serviços às empresas e lucros considerados atrativos, diversas pessoas migraram para esses mercados.
Em contrapartida, com a tecnologia inserida neste novo mercado, diversas profissões sentiram o peso da inovação.
Primeiramente, temos o clássico exemplo dos taxistas, que prestavam um serviço consideravelmente ruim e caro, o que era inacessível a grande parte da população.
A partir do momento em que os aplicativos de corridas particulares entraram no Brasil, sofreram muita resistência por parte desses grupos que lutavam para uma regulamentação do serviço, o que seria ruim para a empresa e resultaria na retirada da plataforma do país.
Apesar das enormes dificuldades para que a classe oponente aceitasse a concorrência, o serviço foi muito bem aceito pela população, o que fez com que o mercado de motoristas de aplicativos se tornasse mais atrativo para o consumidor.
A diferença dos serviços era latente, a facilidade de chamar um motorista, preços mais populares e serviços mais acessíveis fizeram com que o antigo monopolista tivesse que se reinventar.
Muitos aplicativos surgiram para inserir a categoria e consideravelmente os preços das tarifas teve um declínio. Isso tudo só foi possível, graças à livre concorrência que permite que prestadores do mesmo serviço concorram entre si e que fique a critério do consumidor escolher por qual serviço deseja pagar.
É importante ressaltar que muitos taxistas migraram para os transportes de aplicativos e abandonaram suas frotas porque o lucro era pífio devido à concorrência.
Infelizmente, o mal da sociedade é que muitas pessoas não entendem que a economia não é um jogo de soma zero.
Constantemente, as profissões tendem a se readaptar e algumas novas surgem conforme o mercado dita. Aqueles que não estiverem dispostos a se adaptar as regras do mercado, provavelmente serão exclusos ou verão seu negócio declinar.
O Correios é um grande exemplo de serviço ruim que tem sofrido consequências com o processo de desestatização. Monopolista dos serviços postais, durante muitos anos tem.
Mesmo com o péssimo serviço prestado e desaprovado pela população, a empresa mantém-se com parte do investimento público.
Entretanto, a partir do momento em que o indivíduo estabelece o contato com outro serviço com uma taxa de satisfação maior, tende a abandonar o uso do outro.
A Amazon uma grande concorrente, porém não possui liberdade para serviços postais, apenas de entregas de encomendas, o que dificulta a população ter uma experiência diferente e poder, de fato, dizer qual produto é melhor.
É necessário que os olhos para ferramentas que tendem a reduzir custos e facilitar a vida das pessoas sejam abertos e cada vez mais os serviços ruins e, possuam concorrentes que quebrem a má prestação de serviços.
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