A sociedade que detém o poder, não o Estado

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Considerando que o Estado nada produz, o grande responsável pela geração de riqueza é o empreendedor. 

Sendo assim, é irônico pensar que há uma falsa ideia de que o real poder esteja concentrado nas mãos do governo.

Entretanto, por mais bizarro que possa soar essa ideia àqueles que seguem a ética da filosofia liberal, diversos grupos e movimentos que enxergam a necessidade de um Estado inchado defendem a manutenção do pensamento de forma manipuladora e muitas vezes arbitrária de que o governo deve ditar a maneira que o indivíduo vive.

Concomitantemente, podemos refletir sobre uma análise de como tendenciosamente o Estado se sobrepõe ao indivíduo para levar a ilusão de que esse detém o poder. A coerção estatal, principalmente pela detenção do monopólio através do uso da força, é apenas um exemplo.

Em outras palavras, os governos criam mecanismos para que a sociedade acredite que, se eles não prestarem aquele serviço, ninguém mais será capaz de garanti-lo.

Nessa perspectiva, é comum vermos a necessidade dos governantes em ressaltar que o indivíduo não seria hábil o suficiente para possuir e portar uma arma de fogo.

Dessa forma, os burocratas criam diversas legislações altamente burocráticas para restringir ao máximo o número de pessoas que possam defender a sua propriedade, a fim de que se fortaleça a imagem em que o único detentor da segurança seria o Estado, impedindo que o indivíduo compita.

Além disso, é inegável afirmar que veementemente o Estado tenta negar os direitos individuais à vida, à liberdade e à propriedade, criando uma farsa de que ele é o único capaz de resguardá-los. 

Ilusoriamente, a mentalidade estatista e totalitária enxerga a figura estatal como a de um pai que deve ditar a sua maneira de viver.

Dessa forma, afasta-se a ideia do protagonismo e consequentemente a liberdade individual e econômica.

Por fim, nas palavras do economista austríaco Friedrich von Hayek: uma sociedade que não reconhece que cada indivíduo tem seus próprios valores, aos quais tem o direito de seguir, não pode respeitar a dignidade do indivíduo e não consegue conhecer realmente a liberdade.

Sendo assim, é necessário, portanto, que a sociedade entenda que a função do Estado é apenas não atrapalhar a efetivação dos direitos naturais e não se deter de forma arbitrária como se fosse o guardião e garantidor.

O Estado não é nada mais que um sugador da riqueza produzida pelo indivíduo. Logo, se este é o gerador de riquezas, o poder de fato se encontra nas mãos dele e não do governo.

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Mateus Vitoria Oliveira

CEO Private Construtora, Private Log e Private Oil & Gas
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