A pressão dos justiceiros das redes sociais

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Nas últimas semanas, repercutiu, através das redes sociais, uma simples foto que uma equipe de Assessores de Investimentos da empresa Ável Investimentos, credenciada a XP. O motivo para tanto rebuliço foi o fato de a foto não ter nenhuma pessoa negra. 

A partir disso, diversas imagens comparativas que mostravam que negros ocupavam empregos de garis, enquanto brancos ocupavam as melhores posições das empresas. 

A repercussão foi tão grande, que mesmo após emitir uma carta de repúdio ao Movimento Negro, a XP investimentos teve uma ação civil pública protocolada em seu desfavor através do movimento negro, feminista e dos direitos humanos.

O maior problema é que vemos, na prática, que um movimento que deveria ser feito naturalmente – pessoas qualificadas ocupando lugares de destaques nas empresas. 

Tornou-se algo imposto, ou seja, se a sua empresa não possui negros ou mulheres, essa tem que ser obrigada por vias judiciais, ou até mesmo pelo tribunal da internet, a contratar pessoas, independente se possuem interesse ou qualificação, para ocupar esses cargos e ser uma empresa inclusiva.

Experimente entrar em seu LinkedIn e ir até a seção de vagas: lá com certeza você encontrará empresas que se adequaram a esta pressão social para não serem vítimas da famosa “cultura do cancelamento”. 

Nesse sentido, o que mais assusta é que a tendência é as empresas cederem a essa pressão em nome da lacração e dos defensores da “justiça social”. 

Contudo, esses grupos jamais estarão satisfeitos, mesmo que diversas medidas que eles obrigam de inclusão sejam impostas, sempre irão desejar cada vez mais. 

Por exemplo, a foto da equipe da Ável possuía algumas mulheres, mas isso não importava porque todas eram brancas, ou seja, só faria diferença se fossem negras – e mesmo assim, abriria margem para dizer que eram poucas e a empresa precisa incluir novas mulheres.

Não obstante, um fato a se observar é que os justiceiros sociais sequer tiveram o trabalho de pesquisar a cultura da empresa. 

A XP investimentos, em 2020 assumiu o compromisso de ter ao menos 50% de mulheres entre todos os níveis hierárquicos até 2025 (na época, o número correspondia a 22% de mulheres no quadro de funcionários e a medida foi muito criticada por liberais), mas é como eu disse anteriormente: não adianta você propor uma medida que atenda as demandas do que eles querem, a partir do momento em que são dados ouvidos a estas críticas, uma série de novas reclamações surgem. 

O que nos mostra que a luta que travam não é pela inclusão, mas sim pela busca de um problema sem fim.

Por fim, sabemos que o mercado por si só é o suficiente para incluir, podemos ver o quanto o mundo evoluiu nos últimos anos. De acordo com estudos feitos pelo Credit Suisse, a riqueza global cresceu 70% apenas na última década e de 1929 para cá o PIB per capita mundial saltou 507%. 

Hoje, menos de 8% da população mundial vive na pobreza, sendo que em, 1960, 40% viviam nessa situação. Todas essas conquistas foram possíveis graças ao mercado que fez questão de gerar oportunidades e principalmente à liberdade do indivíduo ser e fazer o que ele quiser, sem a necessidade de imposição de cotas para determinadas profissões e ignorar o mérito do indivíduo.

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Mateus Vitoria Oliveira

CEO Private Construtora, Private Log e Private Oil & Gas
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