Por que existem pessoas que desejam um Estado cada vez maior?

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Constantemente vemos pessoas exigindo que o Estado seja mais inchado e tome para si responsabilidades que a iniciativa privada poderia conduzir de forma mais eficiente e sem pesar no bolso do indivíduo. É o caso das privatizações, vistas como uma medida péssima para os estatistas.

Existe um exemplo dado por David D. Friedman, filho de Milton Friedman, para explicar a essência desta mentalidade. 

Em um determinado jogo com 100 participantes, existe um político e esse político retira 1 moeda de cada pessoa por vez, após 50 rodadas, cada pessoa terá apenas 50 moedas.

A ideia é fomentar que essa retirada não irá pesar no bolso de uma única vez retirado de pouco em pouco e mesmo sendo retirado ainda sobrou uma determinada quantia. 

Ao final, ele sorteia, entre eles, 50 moedas e um “sortudo” leva. Cada um estará 100 reais mais pobre e 50 reais mais ricos, e todos felizes pelas “benesses” concedidas pelo Estado.

Em nossa realidade, não é diferente — a diferença é que o jogo é o da realidade. O Estado retira aos poucos o nosso dinheiro através dos impostos, de forma minuciosa: se a pessoa for pobre, aí que ela não consegue enxergar o Estado retirando, uma vez que não paga imposto de renda por ser isento, e os impostos incidem sobre o consumo, então se perde de vista o que está sendo pago.

Dessa maneira, por não perceber a falta do dinheiro que é retirado aos poucos da pessoa e entregue ao Estado, a partir do momento em que o indivíduo consegue ter acesso aos serviços públicos, como educação, saúde e segurança, ele passa a acreditar que o Estado está concedendo algo gratuitamente, por não conseguir sequer ter o controle das saídas dos impostos em consequência da falta de transparência.

Desse modo, enxerga-se que, por mais que o Estado fique com metade do salário do indivíduo, com a retirada aos poucos e realizações de entregas — ineficientes, é justificável. 

Assim, as pessoas não conseguem ter dimensão do tamanho do Estado e do tanto que ele se apodera da propriedade dos indivíduos. 

A partir disso, nasce a mentalidade estatista em que pensasse que, para adquirir mais “direitos”, é necessário que o Estado crie impostos em desfavor de determinadas categorias, como taxar as grandes fortunas.

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Mateus Vitoria Oliveira

CEO Private Construtora, Private Log e Private Oil & Gas
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