Vamos pensar na seguinte situação: você está em um momento complexo da sua carreira, a empresa a qual é sócio acaba de receber uma multa da Receita Federal e seus lucros são automaticamente comprometidos, pois funcionários e fornecedores precisam receber.
Além disso, você possui filhos que dependem da sua renda para a manutenção dos estudos, alimentação, saúde e lazer.
Qual será a medida mais eficaz que você tomará? Sem dúvidas, o corte de despesas. Funcionários serão colocados sob aviso prévio, haverá troca de fornecedores e certamente os seus gastos com os filhos diminuíram, optando por serviços mais baratos.
E se eu te disser que o Estado não pensa desse jeito e em meio a uma crise duplicará seus gastos? Mesmo em períodos de recessão econômica, o índice de gastos saltou.
Entretanto, este gasto desenfreado tem uma motivação: vamos observar o total de despesas do governo deste ano que está previsto em R$ 228 bilhões conforme o Relatório de Acompanhamento Fiscal de abril de 2021.
Somente com o Regime Geral de Previdência Social o governo irá gastar R$ 104,7 bilhões, o que representa 45,80% do orçamento da União.
Nos anos anteriores, os gastos foram bem menores se comparado a este: em 2020, foram investidos R$ 99,4 bilhões e, em 2019, R$ 92,9 bilhões.
Não obstante, se juntarmos os gastos com previdência e pessoal (ativos e inativos), o comprometimento do Orçamento Federal é de 68,59% apenas em questões que o retorno será nulo. Esse montante é apenas retirado, não há retorno.
Sendo assim, podemos constatar que o Estado possui mais perdas do que investimentos no que de fato é prioridade. O FUDENB, por exemplo, recebeu 4,4 bilhões apenas em investimentos, uma parcela mísera do orçamento, investimento inferior ao do BPC que está previsto para R$ 10,9 bilhões.
Sabemos que a grande problemática do gasto público é o pessoal e a previdência que comprometem totalmente o orçamento.
Assim, vamos voltar à mentalidade de pensarmos o que seria feito acaso a União fosse administrada por nós. Ao analisarmos essa situação de extremo comprometimento do orçamento, seria necessário rever alguns investimentos do dinheiro.
Primeiramente, a previdência é um mal contínuo, servidores continuamente irão se aposentar, logo é necessário que a reforma da previdência acerte os servidores do alto escalão, porque são eles que geram o rombo fiscal maior, uma vez que conseguem aposentar com menor tempo de contribuição e com rendas altíssimas.
Além disso, uma diminuição no quadro de servidores é uma medida eficaz para a redução dos gastos com ativos.
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