3 mitos que vendem contra a privatização dos correios

privatização dos correios

Apesar de a oposição ao Projeto de Lei 591/2021, que rege a privatização dos Correios, ter disseminado diversas informações falaciosas a respeito da empresa, o dispositivo foi aprovado com 286 votos a favor, 173 contra e duas abstenções.

Mesmo com o insucesso desses movimentos de oposição, é crucial analisar as narrativas que os em embasaram e principalmente apresentar os dados que as contrapõem.

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1. Os correios têm lucro bilionário

Apesar de terem apresentado um lucro bilionário em 2020, existe uma situação a ser analisada. Desde 2013, o STF reconheceu a imunidade tributária dos serviços postais também nos IPTU dos seus imóveis. 

Com isso, a empresa já entra em vantagem em relação a quem deseje competir com ela. Sem a alta carga de impostos, sendo todos custeados pelo Estado (e consequentemente saindo do nosso bolso), o mínimo esperado é este resultado. 

Apesar do privilégio, em anos anteriores acumulou um rombo de mais de R$ 5 milhões de reais.

2. Os correios entregam em todos os lugares do Brasil

Uma de maiores falácias para defender a estatização da empresa utilizada pelos seus defensores é a de que sem os correios, muitas pessoas não seriam atendidas, porque algumas regiões não são lucrativas para a iniciativa privada. 

Entretanto, os Correios não entregam em todos os locais do Brasil, existem regiões registradas como alto risco, em que, para receber a sua encomenda, é necessário dirigir-se até a agência de distribuição. 

Inclusive, esta informação encontra-se no próprio site com uma lista extensa de locais que as entregas não são realizadas em domicílio.

3. Os Correios são bem avaliados

Esta é uma frase muito utilizada para querer provar que a população e contrária a proposta de privatização. 

Contudo, ao analisarmos o site Reclame Aqui, o maior portal de reclamações de consumidores do Brasil, a empresa recebeu dos consumidores nota 2 e possui mais de 169 mil reclamações, desde a existência do cadastro no site, ou seja, desde 2018. 

Além disso, sua classificação no site é como “não recomendada”. Se os usuários que possuem acesso à internet estão tão insatisfeitos, é de que o serviço não é aprovado pela população como eles vendem. 

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Mateus Vitoria Oliveira

CEO Private Construtora, Private Log e Private Oil & Gas
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