A criminalização do empreendedorismo

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Vamos pensar na hipótese do seguinte cenário: você está parado no semáforo quando de repente surpreendido por um vendedor ambulante que te oferece um produto com procedência sanitária duvidosa. 

Entretanto, compra mesmo assim para ajudar aquela pessoa a possuir algum tipo de renda e também para satisfazer a sua fome ou desejo. 

Poucos instantes depois, um carro da vigilância sanitária municipal passa pelo local e apreende a mercadoria daquele indivíduo, alegando que este estaria agindo contrário à legislação.

Com base na hipótese narrada, quantas vezes no nosso cotidiano não nos deparamos com situações similares? A impressão que fica para o comprador é a de que o Estado possui prazer em ser burocrata, enquanto para o vendedor o prejuízo de algo que demandou dinheiro e tempo para ser confeccionado e a incerteza se conseguirá continuar a venda do seu produto em outra oportunidade.

Quando analisamos tal cenário, não podemos excluir a afirmativa de que o único responsável pela geração de riquezas é indivíduo, esteja ele atuando na ilegalidade ou não.

Portanto, cabe ao Estado entender que não deve atrapalhar a vida do empreendedor, permitindo que este mantenha a sua fonte de renda mesmo que não siga os padrões sanitários exigidos, sendo que existe um mercado que demanda a procura e se autorregula, então por que negligenciar o trabalho e acabar com a renda de milhares de brasileiros? 

Mais do que um discurso bonito contra a fome, já passou da hora do Estado entender que o mesmo a finança criminalizando o empreendedor, quando este não segue os moldes que ele deseja.

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Mateus Vitoria Oliveira

CEO Private Construtora, Private Log e Private Oil & Gas
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