A desigualdade não é o problema, o problema é a pobreza

desigualdade não é o problema

Uma das teses mais falaciosas sustentadas por aqueles que defendem políticas estatais rígidas é de que o problema global é a desigualdade, mas será que essa premissa é verdadeira? 

Sem sombra de dúvidas vivemos em um país onde a maioria da população sobrevive com menos de 1 salário mínimo e nos deparamos com um paradoxo do 1% mais ricos que possuem renda fixa de no mínimo 20 salários mínimos.

Consoante, por análise ao poder de compra de cada grupo, logicamente chegamos à conclusão que o problema não está diretamente ligado à classe social dos indivíduos, mas sim se o indivíduo com menor poder aquisitivo possui condições de sobrevivência com o fruto do seu trabalho. 

Em países com governos totalitários como o caso da Venezuela, Cuba e Correia do Norte, nos deparamos com a realidade de majoritariamente a população viver com o mesmo capital, de maneira escassa e precária, enquanto o governo por meio do espólio legalizado dos bens produzidos pelo indivíduo, ostenta uma vida de luxos.

Com base nisso, lembro-me de um vídeo que circulou nas redes sociais em meados de 2018 em que o ditador venezuelano Nicolás Maduro, em uma de suas viagens, ostentava um rodízio de churrasco enquanto os cidadãos do seu país tentavam sobreviver sem o mínimo essencial. 

Em civilizações com governos autoritários como o supracitado, a desigualdade social passa desapercebida, uma vez em que o Estado iguala todos à condição de pobres, limitando seu poder de compra e inchando cada vez mais o Estado. 

Sendo assim, a desigualdade diminui e a pobreza aumenta, afinal, todos foram classificados assim, exceto o governo que lucra com a indecência dos tributos.

Portanto, cogitar uma sociedade igualitária beira à tolice. O mais próximo que as nações conseguiram chegar a isso desencadeou a morte de diversas pessoas e classificou a todas como miseráveis. As possibilidades que o livre mercado oferece são muito mais abrangentes. 

O foco passa a ser no protagonismo do indivíduo, lançando sobre ele a liberdade e responsabilidade social sobre a forma em que deseja adquirir riquezas.

Sabe-se que, a partir do momento em que o Estado não influencia nas trocas voluntárias dos indivíduos e permite que o mercado se autorregule conforme a operação do momento, o índice de desemprego diminui e mais pessoas adquirem a sua liberdade financeira, além de poderem decidir a sua vida profissional ou não, seja por meio de uma nova qualificação, empreendedorismo.

Portando, sabemos que o que de fato necessita ser combatido é o avanço da pobreza mediante a geração de trabalho, afinal, como dizia Ronald Reagan, “o maior programa social é o emprego”. O Estado necessita intervir menos nas relações individuais, só assim facilitará o declino da pobreza.

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Mateus Vitoria Oliveira

CEO Private Construtora, Private Log e Private Oil & Gas
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