Lula e sua tática populista para retornar ao poder

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Com a medida de Jair Bolsonaro de aumentar o valor do benefício do Bolsa Família, dos atuais R$ 190,00, para R$ 300,00, Lula voltou a se opor à situação brasileira.

Contrário à lógica do teto de gastos, que basicamente consiste no orçamento anual ser inferior à inflação do ano anterior, o petista manifestou repúdio. 

Além disso, assimilou que este interessaria aos banqueiros e ao sistema financeiro e que, em seu governo, o revogaria, visto que, em suas palavras, “dar 1 bilhão para rico é investimento e quando dá R$ 300 para o pobre é gasto?!

Discurso clássico ao apresentar um eufemismo e a narrativa do “nós contra eles”, com forte sentimento apelativo aos mais pobres.

A maior falácia que propaga ao longo dos anos é a de que o governo Lula foi realmente este grande justiceiro social que trouxe melhores condições para os menos favorecidos. 

Conforme dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) de 2013, que avaliou os anos entre os 2006 e 2012, concluiu-se que os 5% mais ricos do Brasil possuíam, em 2006, 44% da renda, conforme a declaração do Imposto de Renda. 

O mesmo salto aconteceu com o 1% mais ricos, que foi de 22% para 25%, e o 0,1% mais ricos, que saltou de 9% para 11% da renda total do país. Ou seja, o discurso vendido não é condizente com a realidade.

Sem sombra de dúvidas, apesar do forte apelo de Lula e dos demais defensores dos governos petistas, a contradição apresenta-se nos dados. O cidadão está em um estado de vulnerabilidade e esses grupos utilizam o discurso populista contrário a banqueiros e ricos como uma forte arma. 

Contudo, como alguém que critica bilionários, esforçou-se tanto para que, em seu governo, a renda do país se concentrasse nas mãos deles? Enfim, a hipocrisia.

Outro dado alarmante que refuta a narrativa da falsa defesa populista de Lula é com relação aos investimentos em programas sociais. 

Enquanto discursa em suas redes que “dar dinheiro a pobre não é gasto”, e dar 1 bilhão para rico, sim, entende-se que a prática do subsídio a empresas privadas não deva ser feita. 

Durante seu governo, porém Lula gastou mais de R$ 1,5 trilhão com empresas amigas, como o grupo JBS e BRF com recursos do BNDES, isso sem falar que os subsídios incidem juros que custeariam anos do programa de redistribuição de renda se fosse destinado a ele, e não a ricos comprando jatinhos particulares.

Sendo assim, o quão fraco é o discurso que visa as classes D e E, as mais prejudicadas no cenário pandêmico, forçadas por governos locais a ficarem em suas casas sem uma alternativa de geração de renda? As estatísticas comprovam o óbvio: obtiveram uma queda na renda familiar em cerca de 14,7%, enquanto as classes A e B tem alavancado conforme a retomada econômica.

Dessa maneira, é estratégico para Lula dialogar com quem potencialmente fará o uso do benefício e transmitir a imagem do herói que resolveria todos os problemas. 

Entretanto, as experiências anteriores destes governos já nos mostraram a sua forma de atuação e como sua estratégia é apenas para conquista e perpetuação do poder político. Na prática, quem de fato fica com a grande fatia do bolo são os mais ricos.

Não obstante, mesmo com os dados que refutam aquilo que adoram dizer tais premissas já estão tão enraizadas enraizado na cabeça do senso comum, que basta alimentá-lo e veremos muitos justificando o voto em candidatos com essa mesma prática, pela sede das “garantias” que prometem conceder à população. 

É como um velho ditado diz: uma mentira, muitas vezes contada, uma hora se torna verdade – e foi exatamente essa a estratégica utilizada.

Por fim, rumo a 2022 e com o cenário polarizado bem evidente, o tudo ou nada em um jogo em que Lula se colocará como o “pai dos pobres da redemocratização”, há quem acredite nessas frases prontas e ensaiadas travestidas de falsa caridade, com apenas um objetivo: poder à qualquer custo.

Assim, a história já nos mostrou o rumo que essas medidas tiveram. Economia não é um jogo de soma zero, o governo não dá nada à população, quem paga a conta somos nós.

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Mateus Vitoria Oliveira

CEO Private Construtora, Private Log e Private Oil & Gas
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