A prisão dos movimentos de minoria

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“A menor minoria da terra é o indivíduo, aqueles que negam os direitos individuais não podem se dizer defensores das minorias”. É parafraseando a filósofa liberal russo-americano Ayn Rand que inicio a explanação de um tema que tem repercutido após algumas falas ditas na edição deste ano de 2021 do reality show Big Brother Brasil.

Antes de adentrar ao tema propriamente dito é necessário contextualizar a situação exposta: diversas falas utilizadas por participantes intitulados fenotipicamente e socialmente militantes têm sido expressas de forma segregada.

Sendo assim, aqueles que possuem as características de determinado grupo, mas não se encaixam ao padrão de pensamento ditado pela militância, automaticamente excluídos daquele meio e taxados como um inimigo a ser reprimido e veemente combatido ao invés de ser educado quanto à suposta prática desaprovada. 

Ou seja, o intuito não é unir e sim segregar, levando seus seguidores a acreditar que a verdade imposta é inquestionável.

Dessa maneira, nos deparamos com situações muito similares com a realidade, grupos de pressão ditam aqueles que podem ou não pertencer àquela coletividade com base em ideias subjetivas e de, segregação, o que resulta em um paradoxo, uma vez que coletivos pregam a ideia de inclusão de minorias. 

Em contrapartida, conforme a ética da filosofia liberal, sabemos que estes movimentos na realidade camuflam os direitos individuais, tendo em vista que negam ao indivíduo sua liberdade de forma arbitraria.

Portanto, ao analisar a atuação desses movimentos, encontramos, na verdade, um meio arbitrário de coerção que dita ao indivíduo o que ele pode e deve ser e desconsidera todas as suas ambições e sonhos. 

Destarte, quando falamos sobre movimentos de minoria, na verdade, nos referimos à ilegitimidade do indivíduo como ser capaz de raciocinar e tomar as suas próprias decisões atribuindo a ele a necessidade de pertencer a algum grupo coletivo para encontrar a sua identidade, ideia essa extremamente absurda e falaciosa.

Por fim, é necessário que o indivíduo reconheça que ele é o protagonista da sua própria história e não necessita forçar uma personalidade para se encaixar em grupos coletivistas que negam a liberdade deste para pensar e viver a sua vida da forma responsável que escolher. A liberdade é um direito inviolável. Aquele que prega o contrário a ela, defende uma prisão.

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Mateus Vitoria Oliveira

CEO Private Construtora, Private Log e Private Oil & Gas
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