60 anos da construção do Muro de Berlim

muro de berlim

Em 2021, comemoramos uma data emblemática para o mundo: os 60 anos da construção do Muro de Berlim. Assim, isso significa que soldados da Alemanha Oriental cercaram 50km de arame farpado dividindo a cidade de Berlim em Oriental e Ocidental, nomeando-o como “Muro de proteção antifascista”. 

Entretanto, quais lições deixadas para o mundo? 

Inicialmente, é importante contextualizar a situação: entre os dias 12 e 13 de agosto de 1961, os cidadãos do lado Leste Europeu foram proibidos de atravessar para o Oeste. Acontece que o lado Leste era de domínio do exército soviético, enquanto o Oeste, do americano. 

Dias depois, no lugar dos arames farpados, foi iniciada a construção do muro para impedir que os cidadãos tivessem contato com a cultura americana capitalista – só esqueceram de consultar a população para saber se realmente eles tinham o interesse de permanecer no lado soviético. 

A construção foi motivada devido aos enormes registros de moradores do Leste Europeu migrarem para o lado Capitalista, logo após o fim da ll Guerra Mundial. 

Isso acontecia, porque eles desejam ter melhores condições de trabalho. Gunther Litfin foi o primeiro a ser morto na tentativa de atravessar a fronteira entre a Alemanha Oriental e chegar à Ocidental: em uma visita ao lado Leste, foi morto por acreditarem que ele estava tentando fugir. 

Não obstante, após a primeira semana da queda do Partido Comunista e com o decreto do governo que permitiu a saída dos Orientais pela Tchecoslováquia para o lado Ocidental, mais de 50 mil migraram. 

Infelizmente, apenas 18 anos depois, o muro foi derrubado, e todas as fronteiras foram abertas em 1989, e a previsão era de que pelo menos 10% da população Oriental migrasse após a unificação das Alemanhas. 

Portanto, desde o século passado, já é notório que os próprios indivíduos perceberam que suas reais necessidades seriam supridas pelo capitalismo. 

A raiz do consumo e os benefícios que o sistema permitia aos alemães gerou um sentimento de revolta e desejo para migrar para o lado em que isso fosse permitido – mesmo que essa atitude pudesse custar a sua própria vida. 

E até hoje, situações de migração para países livres acontecem. Cuba é um grande exemplo: centenas de cubanos arriscam suas vidas diariamente na tentativa de sair da ilha e chegar a um local em que possam gozar da sua liberdade sem que o governo dite o que devem ou não fazer, ou comer.

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Mateus Vitoria Oliveira

CEO Private Construtora, Private Log e Private Oil & Gas
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