Diante o debate da privatização dos correios no Brasil, grupos de pressão se esforçam constantemente para trazer o pensamento de que a medida não seria benéfica como o país. No Brasil, o debate sobre a privatização dos Correios ainda encontra forte resistência.
Grupos de pressão, em especial, ligados a sindicatos e movimentos ideológicos contrários à livre iniciativa, insistem em defender a manutenção da estatal sob o argumento de que o serviço postal é um direito essencial e a sua entrega à iniciativa privada comprometeria a universalização e a qualidade.
Porém, esse discurso ignora completamente os exemplos internacionais bem-sucedidos, especialmente na Europa, onde a desestatização dos serviços postais gerou melhora significativa na eficiência, inovação e qualidade do atendimento ao cidadão.
Um dos casos mais emblemáticos é o da Alemanha, que iniciou o processo de privatização do seu serviço postal, o Deutsche Post, ainda na década de 1990.
A empresa foi transformada na atual DHL, uma das maiores e mais eficientes companhias de logística do mundo.
Desde então, os resultados incluem entregas mais rápidas, inovação tecnológica constante, abertura ao comércio global e aumento da competitividade. A atuação da DHL se expandiu para mais de 220 países, mostrando que a lógica privada — voltada ao lucro e à eficiência — pode, sim, ser compatível com serviços de qualidade global.
Outro exemplo é o do Reino Unido, que privatizou o Royal Mail em 2013. Embora tenha havido resistência inicial, estudos da Office of Communications (Ofcom) mostraram que, após a privatização, houve aumento na produtividade, ampliação da atuação no mercado digital e redução no custo operacional, sem prejuízo à capilaridade do serviço.
Hoje, o Royal Mail opera em um ambiente de concorrência, o que pressiona por melhoria contínua no atendimento.
Ainda podemos citar a Áustria, onde a Österreichische Post passou por reestruturação e modernização, ampliando seus serviços e tornando-se referência em logística no Leste Europeu.
Não obstante, a Holanda também apresentou dados extremamente importantes após o seu processo. Sendo uma das pioneiras, desde 1994, o Estado não gere mais esse tipo de serviço e sim a iniciativa privada.
Além disso, atualmente a empresa desenvolveu mecanismos através da tecnologia para melhorar e ampliar os seus serviços. A receita da empresa PostNL no ano de 2020 foi de bilhões de euros.
Diante desses exemplos, pode-se afirmar que a privatização deve ser realizada de forma bem executada para não deixar margem como o que ocorreu em Portugal.
Privatizados em 2014, os CTT enfrentaram críticas por queda na qualidade do serviço, fechamento de agências em zonas rurais, demissões em massa e atrasos frequentes nas entregas.
A busca por lucro rápido, aliada à ausência de uma regulação eficaz nos primeiros anos, comprometeu a imagem da empresa e gerou grande insatisfação popular.
É necessário nos inspirarmos em países pioneiros e bem-sucedidos que conseguiram retirar o controle dos serviços postais das mãos do Estado de maneira efetiva.
Esse discurso já se alastra há anos no Brasil e com a possibilidade levantada pelo governo atual de que isso se concretize, a força sindical tem trabalhado veemente para que essa mudança não ocorra, proliferando desinformação sobre o tema.
Nós, como liberais, devemos trabalhar contra esse tipo de discurso e pela defesa das nossas ideias e valores.
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