Com o livre mercado teríamos mais vantagem em relação a outros países

Com o livre mercado teríamos mais vantagem em relação a outros países​

É inegável que os países que adotaram políticas de abertura de mercado têm se destacado. Sociedades que compreendem que o Estado não deve interferir nas relações econômicas individuais têm mais chances de prosperar.

Por outro lado, economias como a do Brasil, que ainda insistem em um controle estatal excessivo, continuam para trás em relação a países que optaram por maior liberdade econômica.

O Brasil, infelizmente, tem uma longa história de intervenções governamentais que prejudicaram o crescimento econômico e o tornaram menos competitivo no cenário internacional.

Para ilustrar essa diferença, vamos considerar um caso prático. Imagine-se o presidente de uma grande empresa, decidido a expandir seus negócios para um novo país.

O que você faria? Naturalmente, você buscaria informações sobre as condições econômicas de diferentes países, como a carga tributária e o tempo necessário para abrir uma filial. Em um levantamento, você encontra dois grupos de dados:

  • Países com cargas tributárias variáveis entre 5% e 40%, e um tempo médio de abertura de empresas que varia entre um dia e alguns meses.
  • O Brasil, com uma carga tributária elevada e processos burocráticos que podem demorar meses para a conclusão.

A escolha é clara: países com carga tributária mais baixa e maior facilidade de abertura são, sem dúvida, os mais atraentes. Infelizmente, o Brasil, com suas condições adversas, fica muito atrás em relação a outras nações.

O que isso implica? Além das perdas econômicas, o Brasil perde competitividade, tornando-se um ambiente desvantajoso para investimentos internacionais.

O Brasil, com sua excessiva burocracia e alta carga tributária, está colocando as empresas em uma posição desfavorável. Segundo dados do Banco Mundial, o Brasil ocupa a 124ª posição no ranking de facilidade para fazer negócios, entre 190 países avaliados.

Isso significa que, no Brasil, os empreendedores enfrentam um processo longo e complexo para abrir uma empresa, com exigências que podem levar até 152 dias (em comparação com a média mundial de 21 dias).

Essa realidade se torna ainda mais desafiadora para as micro e pequenas empresas, que representam 70% da economia brasileira. Estes empreendedores enfrentam altos custos de compliance e um sistema tributário complexo, o que dificulta a competitividade no mercado.

Conforme o SEBRAE, a cada 10 empresas que surgem, 6 fecham antes de completar 5 anos, o que demonstra claramente a dificuldade em se manter no mercado. Os poucos que conseguem superar esses obstáculos são, sem dúvida, resilientes e verdadeiros heróis.

Neste cenário, fica evidente que o Brasil precisa urgentemente adotar reformas estruturais para se tornar mais competitivo.

O livre mercado, com menor intervenção estatal, oferece oportunidades reais de crescimento. Países como Cingapura, Hong Kong e Canadá são exemplos claros de nações que prosperaram justamente por adotar políticas econômicas mais abertas e flexíveis.

Por exemplo:

  • Cingapura oferece uma taxa de imposto corporativo de 17%, uma das mais baixas do mundo, e permite a abertura de empresas em menos de 24 horas. Isso tem impulsionado o país a ser um hub para negócios globais e uma das economias mais competitivas do mundo.
  • Hong Kong, com uma carga tributária de 16,5%, é outro exemplo de um país que, graças à sua abertura de mercado, se tornou um centro financeiro global.
  • Canadá, com uma taxa de imposto corporativo média de 15%, além de simplificar os processos burocráticos, também conseguiu atrair empresas multinacionais e se tornar um dos destinos mais procurados por investidores.

 

Esses exemplos mostram que, ao eliminar a burocracia e permitir que o mercado funcione livremente, as nações alcançam maior competitividade, geram mais empregos e atraem investimentos.

O Índice de Liberdade Econômica de 2021, publicado pela Fundação Heritage, classifica Cingapura e Hong Kong como os países mais livres economicamente, com taxas de crescimento do PIB que superam a média mundial.

Conclusão

É fundamental que o Brasil perceba que sua posição de atraso não é uma fatalidade, mas uma consequência das escolhas políticas e econômicas que foram feitas ao longo das últimas décadas.

Para alcançar um nível de competitividade global, o país precisa avançar nas reformas estruturais que simplifiquem o ambiente de negócios, diminuam a carga tributária e incentivem a iniciativa privada.

Sem essas reformas, continuaremos a ficar para trás, enquanto outras nações avançam rapidamente.

A experiência de países que prosperaram com políticas de mercado livre deve servir de inspiração para o Brasil.

É hora de abrir os olhos para o potencial que o país possui e tomar as decisões que permitirão que o Brasil se torne uma verdadeira potência econômica. A mudança começa com reformas que priorizem a liberdade econômica e a competitividade no mercado global.

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